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Negociação: SulAmérica reajusta consultas em 6,19%

Reajuste de consultas corresponde a 192% do IPCA dos últimos 12 meses

Sexta, 04 de outubro de 2019


Na última quarta-feira, 2 de outubro, Raquel Imbassahy, superintendente da SulAmérica, e Vanessa Borba, gerente de Prestadores, estiveram na sede da Associação Paulista de Medicina (APM) para trazer à Comissão Estadual de Negociação a proposta de reajustes para 2019. A companhia ofereceu 6,19% a mais para as consultas – valor que corresponde a 192% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) dos últimos 12 meses.

Também beneficiará os médicos – representados nessa reunião pelos diretores da APM Marun David Cury (Defesa Profissional) e Antonio Carlos Endrigo (Tecnologia da Informação) – o reajuste de 5% nos demais honorários e a revisão de 307 serviços, com reajustes que variam de 8% a 583%.

Marun Cury destaca que a SulAmérica é uma operadora que busca entender a importância de valorizar o prestador. “A cada ano, sentimos que eles estão preocupados em diminuir a relação de desconfiança entre prestador e operadora. Isso é uma exceção e a SulAmérica tem o olhar de parceria com o segmento médico, basta ver a relação de confiança com os prestadores credenciados.”

Raquel ressaltou que a empresa tem olhado, nos últimos anos, com muita atenção à relevância do médico. “Temos entendido que não adianta simplesmente trazer algo pronto. Temos que trazer o médico para a discussão e criação da proposta, para entendermos qual é sua perspectiva e expectativa. É o que temos feito, afinal o médico é a porta de entrada do sistema, é quem tem o contato inicial com nosso segurado – é um papel fundamental”, explicou.

“A SulAmérica é uma das poucas operadoras que sempre nos apoiou nas demandas que levamos, buscando recuperar as perdas que os médicos tiveram nos últimos anos. Então, temos que prestigiar essa relação, já que quando a operadora concede o reajuste, corre o risco de perder competividade, uma vez que isso terá impacto direto no preço que fazem nos planos”, argumenta Endrigo.

Sustentabilidade

Além dos reajustes, as partes também discutiram o setor da saúde suplementar e falaram sobre a importância da sustentabilidade na área. Marun, por exemplo, ressaltou que a saúde privada está em um momento crítico, obrigando os médicos a pensarem também em resoluções. “Precisamos combater desperdícios e fraudes, pois dependemos da saúde suplementar para tocar nossa profissão. É importante que procuremos fazer Medicina de alta qualidade”, alertou o diretor de Defesa Profissional da APM.

A opinião é similar à de Endrigo: “O médico tem que ter consciência e colaborar, fazer boas práticas e atender pacientes com racionalidade. É necessário valorizar o atendimento médico em detrimento de laboratórios, terapias e pronto-atendimentos. Esse é o desafio que temos que superar, dando retorno para operadoras como a SulAmérica, que nos atendem nos reajustes solicitados”.

A superintendente relembrou que a sustentabilidade já é pauta há décadas: “Esse modelo assistencial reativo, fragmentado, com foco na doença não funciona mais. E você não consegue trabalhar em um sistema tão complexo sem todos os stakeholders e sem juntar a cadeia. E o médico, como disse, talvez seja o grande protagonista do sistema de saúde. Ele é quem decide, faz diagnóstico, direcionamento, solicita exames e procedimento”.

Principais reajustes de honorários:

101,44% - Atendimento ao recém-nascido em sala de parto (parto normal ou operatório de baixo risco)

101,59% - Ressecção do linfonodo sentinela / torácica lateral

103,53% - Ligadura elástica do esôfago, estomago ou duodeno

104,95% - Quadrantectomia – ressecção segmentar

110,00% Embolização de tumor do aparelho digestivo

110,01% - Tenotomia da porção longa do bíceps

110,01% - Acromioplastia

111,95% - Tricograma

113,75% - Linfadenectomia por incisão extra-axilar

119,19% - Amniorredução ou amnioinfusão

120,53% - Recanalização arterial no IAM – angioplastia primária – com implante de stent com ou sem suporte circulatório

121,10% - Punção ou biopsia mamária percutânea por agulha fina orientada por estereotaxia (não inclui o exame de base)

121,10% - Punção ou biopsia mamária percutânea por agulha fina orientada por TC (não inclui o exame de base)

122,38% - Ressecção do linfonodo sentinela / torácica medial

127,50% - Reconstrução, retencionamento ou reforço de ligamento

129,79% - Audiometria de tronco cerebral (PEA)

133,45% - Dilatação instrumental do esôfago, estomago ou duodeno

135,16% - Assistência cardiológica peroperatória em cirurgia geral e em parto (primeira hora)

136,82% - Tratamento microcirúrgico das lesões intramedulares

143,21% - Biópsia incisional de mama

145,50% - Curativo de ouvido (cada)

161,26% - Sinovectomia parcial ou subtotal

162,49% - Tampão sanguíneo peridural para tratamento de cefaleia após punçãoju

162,52% - Sinovectomia total

195,11% - Comissurotomia valvar

200,00% - Doação autóloga pré-operatória

205,07% - Mucosectomia do esôfago, estomago ou duodeno

268,89% - Ablação percutânea por cateter para tratamento de arritmias cardíacas complexas por energia de rádio-frequência

307,00% - Ablação percutânea de tumor hepática (qualquer método)

320,00% - Doação autóloga peri-operatória por hemodiluição normovolêmica

326,67% - Doação autóloga com recuperação intra-operatória

358,64% -Dilatação de estenose laringo-traqueo-brônquica

583,29% - Hemostasias de cólon

Por: APM (texto e imagem)

 

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