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Palavra do Presidente

Associativismo e suas lutas

Adriano Valente

Presidente da APM Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Temos assistido mudanças em velocidades tais, que dificultam nosso planejamento estratégico. Ao realizarmos um planejamento para os próximos cinco anos não temos minimamente ideia de quais variáveis serão importantes e quais deixarão de ser relevantes ou necessárias.

Estamos literalmente correndo atrás do rabo ou apagando incêndios. Dessa maneira, vemos um horizonte incerto e que não permite estratégias certeiras. O que fazer, então?

Essa resposta não é simples, mas ao invés de lutar contra a velocidade do mundo, que duplica a cada ano, o melhor é adotar a postura de concentrar nossos esforços para mantermos coesa a nossa essência; e qual é a essência da Associação Paulista de Medicina? Manter a luta pelas boas práticas da medicina, dignidade de trabalho aos médicos, conferindo, a todos, condições ideais de trabalho, remuneração digna e qualidade de vida.

E a APM está fazendo sua parte? SIM. Estamos nos posicionando claramente contra as posições destrutivas nas quais fomos colocados nos últimos anos, brigando contra as novas faculdades de medicina que não possuem condições mínimas de ensino, lutando para a valorização das consultas, diuturnamente contra o Golias das operadoras de saúde suplementar, denunciando as péssimas condições de saúde de vários equipamentos públicos de saúde em nosso Estado.

E por que ainda somos confrontados com perguntas sobre o que a APM faz e quais benefícios temos para nos associarmos?

Isso acontece porque divulgamos pouco e mal nossos feitos, trabalhamos na estrutura e não na fachada, botamos ovos de pata e não de galinha; já, do outro lado do balcão, temos as operadoras de saúde suplementar e todo o seu poderio financeiro, a mídia que não se preocupa com as condições do médico, a ANS e seu aparelhamento que a torna, por vezes, venal ou, no mínimo, ineficiente e por não termos nossa causa defendida no Congresso Nacional, como muitas outras classes possuem.

Continuamos a luta, precisamos de mais apoio, mais braços que se unam em um objetivo comum e assim assumirmos as rédeas dos nossos destinos.

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