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Webinar discute transplantes de órgãos em tempos de COVID-19

Quarta, 24 de junho de 2020


A pandemia do novo coronavírus pegou todo mundo de surpresa e gerou impactos imensuráveis para diversos setores da sociedade. Entre eles está o programa brasileiro de transplantes de órgãos, considerado o segundo maior do mundo em números absolutos, atrás apenas dos Estados Unidos.

Neste contexto, a Associação Paulista de Medicina (APM) decidiu realizar, em 24 de junho, o webinar com a temática “Transplantes em tempos de COVID-19” para conscientizar a classe médica sobre a importância desse serviço e as consequências provocadas pela pandemia.

“Quem notifica um potencial doador são os médicos ou profissionais de Saúde que trabalham nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Essa é uma oportunidade de informá-los como o programa está se encaixando dentro dessa realidade”, comenta José Osmar Medina, professor Titular da Disciplina de Nefrologia da Escola Paulista de Medicina/Unifesp e diretor Superintendente do Hospital do Rim.

O webinar é coordenado por Medina e contará com a participação de Paulo Manuel Pêgo Fernandes, professor titular do Departamento de Cardiopneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), e com Luiz Augusto Carneiro, professor titular do Departamento de Gastroenterologia e Diretor da Divisão de Transplantes de Fígado e Órgãos do Aparelho Digestivo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Ao final, será aberto um espaço para discussão e esclarecimento de dúvidas.

A ideia é apresentar as peculiaridades de cada órgão que pode ser transplantado, como rim, fígado, coração e pulmão. Segundo Paulo Pêgo, um dos debatedores, as gravidades e indicações são diferentes, assim como o manejo de cada paciente.

Para ele, é fundamental expor a atual situação do País para manter o serviço em pleno funcionamento: “Todos os outros problemas continuam exatamente como estavam e foram acrescidos com um grande problema que é a COVID-19. Então, os pacientes na fila de transplantes podem falecer ou ter uma qualidade de vida muito piorada caso esse transplante não seja realizado a tempo”.

O programa brasileiro de transplantes é feito, em 90% das vezes, em hospitais públicos e foi afetado pela pandemia, já que a COVID-19 é uma doença contagiosa séria e que ocupou quase todos os leitos de terapia intensiva disponíveis no País.

“Neste cenário, precisamos escolher as melhores estratégias para que os transplantes sejam feitos da maneira mais segura para o doente, para os médicos e para toda a equipe envolvida. Esse é um aspecto importante. Não podemos parar, porque existe perigo de vida iminente e muitos desses pacientes estão esperando um órgão há dez meses ou mais”, enfatiza Luiz Augusto Carneiro.

Por: APM (texto e imagem)

 

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