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Covid-19: Após Estados Unidos, Brasil é o país com maior incidência e óbitos

Até a SE 24, a região Norte apresentava os maiores coeficientes de incidência

Quarta, 24 de junho de 2020


Ao fim da Semana Epidemiológica (SE) 24, em 13 de junho, o Brasil tornou-se vice-líder nos rankings de infecções pelo novo coronavírus e de óbitos em decorrência da Covid-19. Os números brasileiros eram, naquela altura, de 850 mil casos e aproximadamente 42 mil mortes. Dados que já evoluíram, conforme divulgação do Ministério da Saúde em 18 de junho, para respectivamente 978 mil casos e cerca de 48 mil óbitos.

Como mostra o Boletim Epidemiológico Especial 18, divulgado pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, somente os Estados Unidos superavam o Brasil ao fim da SE 24. Os norte-americanos acumulavam mais de 2 milhões de infecções e cerca de 114 óbitos.

Na lista de países com mais infecções pelo novo coronavírus, vinham depois do Brasil: Rússia (511 mil), Índia (308 mil), Reino Unido (292 mil), Espanha (243 mil), Itália (236 mil), Peru (220 mil), Alemanha (186 mil) e Irã (186 mil).

O boletim destaca que, quando se trata de mortalidade, a distribuição de óbitos não segue exatamente a mesma lógica dos casos de Covid-19. Neste sentido, países que não tinham tanto casos como os supracitados, despontavam com muitas mortes, como a França (29 mil óbitos para 156 mil casos), o México (16 mil óbitos em 142 mil casos) e a Bélgica (9 mil óbitos para menos de 80 mil casos).

Os belgas inclusive apresentavam o maior coeficiente de mortalidade por Covid-19: são 832 óbitos a cada milhão de habitantes. Eles eram seguidos por Reino Unido (611), Espanha (580), Itália (566), Suécia (480), França (45), Holanda (353), Estados Unidos (346), Irlanda (345), Equador (217), Canadá (213) e Brasil (203).

O coeficiente de incidência, por outro lado, era maior no Catar, que tinha 26.583 casos por milhão de habitante. Completam a lista: Bahrein (10.410), Chile (8.414), Kuwait (8.184), Singapura (6.812), Peru (6.695), Estados Unidos (6.190), Bielorrússia (5.558), Espanha (5.210) e Bélgica (5.161). O coeficiente brasileiro estava em 3.908.

Situação brasileira
Até a SE 24, a região Norte apresentava os maiores coeficientes de incidência (954,2 casos por 100 mil habitantes) e mortalidade (42,6 por 100 mil habitantes), sendo o estado do Amapá o mais afetado em incidência (1.929,9 por 100 mil habitantes) e o do Amazonas com maior mortalidade (59,5 por 100 mil habitantes).

Na sequência, o Nordeste apresentava incidência de 526,7 e mortalidade de 23,9. Na região, o Ceará era a Unidade Federativa mais afetada: incidência em 836,9 e mortalidade em 52,9. No Sudeste, Espírito Santo tem a maior incidência (645,3) e o Rio de Janeiro a maior mortalidade (44). Na região toda, a incidência é de 337,5 e a mortalidade de 22,2.

No Centro-Oeste, a incidência é de 237,2 e a mortalidade de 4,4. Embora os números sejam relativamente baixos, o Distrito Federal tem situação preocupante: incidência em 728,3 e mortalidade em 9,7. Por fim, o Sul é a região menos afetada tanto em incidência (124), quanto em mortalidade (2,8).

Por: APM (texto e imagem)

 

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