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486 crianças e adolescentes de até 19 anos tiveram SIM-P

Segunda, 16 de novembro de 2020


Segundo a última edição do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, 486 crianças e adolescentes de até 19 anos, no Brasil, tiveram casos de síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P), temporalmente associada à Covid-19. Houve registro de 34 óbitos. Os dados compilados vão até 10 de outubro, fim da Semana Epidemiológica (SE) 41.

Os casos seguem crescendo em relação à SE 40: foram 49 novos registros de uma semana a outra. Os meninos são os mais afetados, correspondendo a 54,3% dos casos. A doença também tem maior concentração nas crianças, de ambos os sexos, de até nove anos. Nesta faixa etária, estão 71,8% dos casos.

O estado com mais registros é São Paulo, com 77 casos e cinco óbitos até o fim da SE 41. O Pará e o Ceará tiveram 63 casos cada e, respectivamente, oito e dois óbitos. Rio de Janeiro registrou 48 doentes e seis óbitos, enquanto o Distrito Federal apresentou 39 casos e uma morte. Não apresentaram SIM-P: Amapá, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Sergipe e Tocantins.

SIM-P
A síndrome tem sido monitorada pela Secretaria de Vigilância em Saúde desde julho, após alertas em diferentes países europeus sobre essa nova apresentação clínica em crianças, possivelmente associada à infecção pelo SARS-CoV-2 (novo coronavírus).

Essa associação é corroborada pois a maioria dos casos relatados apresenta exames laboratoriais com indicação de infecção atual ou recente, seja por biologia molecular ou sorologia. Em outros casos, há vínculo epidemiológico com caso confirmado para Covid-19.

A SIM-P tem amplo espectro de sinais e sintomas, sendo caracterizada por febre persistente acompanhada de conjunto de sintomas que podem incluir gastrointestinais, conjuntivite, exantema, erupções cutâneas, edema de extremidades e hipotensão, entre outros.

Os sintomas respiratórios não estão presentes em todos os casos. Há importante elevação dos marcadores inflamatórios e o quadro clínico pode evoluir para choque e coagulopatia.

Por: APM (texto e imagem)

 

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