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A qualidade de vida do paciente com anosmia é bastante comprometida

Quarta, 17 de fevereiro de 2021


Na maioria dos pacientes, os primeiros sintomas da Covid-19 são perda de olfato e do paladar e ocorrem de forma abrupta e intensa. No caso de resfriados, gripes, sinusite e rinite, esses sintomas também são comuns, porém acontecem de forma transitória e reversível.

De acordo com o otorrinolaringologista Thiago Brunelli Resende da Silva, da Santa Casa de Mauá, o que têm sido observados em relação à Covid-19 são relatos de perda total de olfato e paladar sem retorno. Esse quadro também é conhecido como anosmia, mesmo após o desaparecimento dos outros sintomas (febre, tosse, dor de garganta) e criação de anticorpos pelo organismo.

Alguns vírus respiratórios podem acometer os neurônios e, no caso da Covid-19, a situação ainda não é totalmente clara. “Sabe-se que ocorre uma inflamação local no epitélio olfatório que prejudica a chegada dos odores para o órgão responsável por perceber os cheiros e gostos”, explica o especialista.

Cerca de 90% dos pacientes com alteração no olfato pós-Covid têm recuperação parcial ou total da capacidade de sentir cheiros e gostos e 10% persistem com anosmia desses sentidos e, em alguns casos, pode ser irreversível.

Segundo o médico, a qualidade de vida do paciente com anosmia é bastante comprometida, pois aumenta o risco de acidentes domésticos, sofrimento por não conseguir saborear alguns alimentos, não comer o suficiente e até mesmo a desnutrição e depressão.

Além disso, esse impacto não resulta apenas no desaparecimento total ou parcial da capacidade olfativa, mas também na dificuldade em distinguir corretamente os odores, levando paciente a sentir cheiros inexistentes em determinados momentos.

O diagnóstico pode ser feito por meio de testes para verificar se o paciente consegue sentir determinados odores, exame sanguíneo, ressonância magnética ou tomografia computadorizada do cérebro, raio-X do crânio e endoscopia nasal.

Os tratamentos conhecidos para essa alteração, os quais têm sido motivo de estudo entre os pesquisadores, são treinamento olfatório ou fisioterapia olfativa e uso de anti-inflamatórios.

“O treinamento olfatório promove uma reabilitação e estimula diversas regiões do nervo olfatório. É importante que o paciente tenha foco nesses exercícios, principalmente quando reconhecer alguns cheiros mesmo que de forma leve, pois isso o fará evoluir”, narra o otorrinolaringologista Thiago Brunelli Resende da Silva.

Por: MP & Rosssi Comunicações

 

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